terça-feira, 2 de julho de 2013

Oestes

Os filmes de faroeste sempre afirmaram o imaginário bélico do povo norte-americano, do país que resolve na bala seus problemas políticos, seja no  período do nazismo ou na Guerra Fria, o gênero atravessou o século XX se reinventando.    
Sergio Leone fez um faroeste maneirista. Scorsese se interessou pelo bang-bang urbano, niilista e perturbado em Taxi Driver. George Lucas  jogou o western para dentro do vídeo-game em Guerra nas Estrelas e Tarantino revê o gênero em chave pop, debochada. No entanto, o cineasta que melhor carrega hoje a mitologia do faroeste é Clint Eastwood. Ele faz a ligação ancestral entre John Wayne e a América multicultural.
Faroeste sem cavalo e sem índio. O herói cansado de guerra, deslocado em um país de imigrantes e mais preocupado em lustrar o seu antigo carro e beber Budweiser na varanda. Em Grand Torino (2008), o personagem de Eastwood - veterano do exército, moralista, racista - faz justiça com as próprias mãos para proteger, ora veja, a indefesa família chinesa. O cowboy atual não polariza mais com os selvagens. Nessa narrativa da nação americana, os outros são eles mesmos.

                     

    

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