domingo, 10 de novembro de 2013

Imagem e semelhança


O rosto no cinema está entre a paisagem e a textualidade. O primeiro plano do ator instaura olhares, dentro e fora da imagem.
Planos e planícies, visível e vidente. Imagem, ao mesmo tempo, do reconhecimento e do enigma.
Quando não se vê o rosto,com que cara a imagem se mostra aos olhos dos outros?
Em Camille Claudel 1915, de Bruno Dumont (2013), a protagonista começa o filme de costas, pelo avesso da figuração. Os rostos que rondam a sua vista são grotescos, gritantes, como nos quadros de Francis Bacon. Esses rostos, que olham e são olhados, se cristalizam em esculturas, que permanecem na imagem do pesadelo de Claudel.


  

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