Atualmente
são muitos os programas de culinária na TV.
E,
justamente, quando as casas e as famílias ficam cada vez menores e mais funcionais,
com pouco tempo para refeições longas e compartilhadas. Por isso, o domingo,
dia de almoço em família, é sagrado para a audiência. É o playground festivo dos
programas de auditório. Além do mais, praticamos o hábito de comer na frente da
TV, em comunhão com outras telas, como o computador e o celular.
Parece
que a vida em casa, ambiente dos eletrodomésticos, se volta para dentro da TV:
“casa dos artistas”, “casa do BBB”, “cinema em casa”, “casa brasileira”, “tempero
de família”, “vida em família” etc.
O
cenário da cozinha é reproduzido no estúdio. O cozinheiro é, também, o apresentador. O apresentador faz, assim, a mágica de transformar os ingredientes em pratos hiper-reais,
que são editados para serem, acima de tudo, exibidos. Não raro, há um convidado
no programa, que também é apresentador, e que deve desempenhar o seu papel “família”, gente como a gente.
O culto midiático dedicado ao chefe de cozinha é curioso nos dias de hoje e está bem próximo do DJ ou do design de computadores: profissões individualizadas, altamente técnicas e que geram produtos simbólicos, imateriais. É o campo da indústria criativa.
O culto midiático dedicado ao chefe de cozinha é curioso nos dias de hoje e está bem próximo do DJ ou do design de computadores: profissões individualizadas, altamente técnicas e que geram produtos simbólicos, imateriais. É o campo da indústria criativa.
Pois tente degustar as ondas do tubo catódico.

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