O
cinema de vanguarda se opõe ao cinema do teatro e da literatura. É um retorno
ao primeiro cinema: visual e mudo. Os vanguardistas o chamavam de “cinema
puro”.
Na
década de 1920, a “purificação do olhar” era uma ideia sobre a saturação da
modernidade, vista como muito racional e mecânica. O dadaísmo propõe o olhar infantil sobre a
matéria, o surrealismo se desvincula do superego adulto, Oswald de Andrade quer
brincar de ser tupi na floresta e daí por diante.
Eisenstein
escreveu um manifesto (protocolo típico das vanguardas) sobre a ameaça do
“cinema falado” para a montagem cinematográfica, que não deveria se render, de
jeito nenhum, a encenação dramática e ao texto literário. Defendia um cinema “polifônico”,
conceitual, sem sincronização entre imagem e som.
Mas
como nada é puro e nem deve ser, o “cinema puro” tinha muito de artes
plásticas, arte gráfica, poesia, design, arquitetura etc.

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