O
rosto no cinema está entre a paisagem e a textualidade. O primeiro plano do
ator instaura olhares, dentro e fora da imagem.
Planos
e planícies, visível e vidente. Imagem, ao mesmo tempo, do reconhecimento e do
enigma.
Quando
não se vê o rosto,com que cara a imagem se mostra aos olhos dos outros?
Em
Camille Claudel 1915, de Bruno Dumont
(2013), a protagonista começa o filme de costas, pelo avesso da figuração. Os
rostos que rondam a sua vista são grotescos, gritantes, como nos quadros de Francis
Bacon. Esses rostos, que olham e são olhados, se cristalizam em esculturas, que
permanecem na imagem do pesadelo de Claudel.

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