Os
filmes de Wes Anderson são maravilhosamente estranhos.
Fábulas
muito singulares, que misturam estética retrô, histórias em quadrinhos e literatura
panorâmica. Nas
fábulas tradicionais os animais possuem a linguagem, agem como humanos. Na
fábula pop do cineasta os humanos são animais dóceis, caricatos e um tanto lesados,
que se encontram no processo de perda e mutação da linguagem.
A família, núcleo
formador da linguagem, é o tema recorrente de Wes Anderson. Talvez seja por isso que o elenco dos filmes sempre é grande e se repete. As
crianças de Moonrise Kingdon (2012)
fogem de casa para viverem acampadas na montanha, cada membro da família de Os excêntricos Teneubaums (2001) vive no
seu universo particular, em Viagem a
Darjelling (2007) os três irmãos tentam uma reconciliação buscando a mãe na
Índia, no filme Grande Hotel Budapeste (2014)
o filho cuida do hotel decadente após a morte do pai adotivo.
Aliás, as famílias pouco convencionais são o tema preferido do atual cinema independente norte-americano.
Aliás, as famílias pouco convencionais são o tema preferido do atual cinema independente norte-americano.
Outro
aspecto interessante na obra do cineasta é construção da decupagem, marcada por
travelling lateral, zoom e tilt no mesmo plano. Algo como um plano-sequência escalonado, em que a câmera faz o movimento de varredura topográfica no cenário, em diferentes níveis de enquadramentos e profundidade.
Essa construção lembra ainda um cubo mágico que gira em diferentes combinações de quadros.
Essa construção lembra ainda um cubo mágico que gira em diferentes combinações de quadros.


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