Ozu
é o cineasta dos interiores. Da multiplicação dos interiores.
Nas
casas japonesas, as sombras, vindas de fora, projetam novas formas, outros eclipses
de tempo no ambiente de dentro. São várias camadas e painéis que se abrem, uns sobre os outros. Como um origami de papel com diferentes faces.
A
casa ocidental e capitalista tem o sentido de propriedade, de fechamento. As paredes servem
para separar, distinguir pessoas e funções.
Por que será que o cinema de ação americano tem obsessão por devastar tantas edificações?
Em
Era uma vez em Tóquio (1963), Ozu,
com extrema delicadeza, nos mostra como o quadro no cinema deve se abrir à
transcendência da janela.
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