A
televisão está em todos os lugares. A pesar disso e, justamente, por isso, não existe mistério na TV,
na percepção de Philippe Dubois (2004).
O
fluxo incontrolável da televisão é voltado sempre para dentro do aparelho. Personagens,
apresentadores, notícias, produtos, tudo é familiar, descartável, negociado. A
estratégia ideológica da televisão é manter o telespectador amarrado o maior
tempo possível no mesmo lugar de sempre.
Existe
algum lapso em que a televisão não fale de si mesma?
O
caso atual - e mais eloqüente - é do programa Sangue Latino, do Canal Brasil, dirigido pelo escritor Eric Nepomuceno
(a revolução vem de fora, como Orson Wells no cinema). Se o sentido primeiro da
TV é o ouvir, Sangue Latino fala, tragicamente, do humano, do silêncio e da dúvida de seus seres miniaturizados em preto e branco.

De fato, é dos melhores programas na TV.
ResponderExcluir