segunda-feira, 16 de dezembro de 2013

Pausa


A televisão está em todos os lugares. A pesar disso e, justamente, por isso, não existe mistério na TV, na percepção de Philippe Dubois (2004).
O fluxo incontrolável da televisão é voltado sempre para dentro do aparelho. Personagens, apresentadores, notícias, produtos, tudo é familiar, descartável, negociado. A estratégia ideológica da televisão é manter o telespectador amarrado o maior tempo possível no mesmo lugar de sempre.  
Existe algum lapso em que a televisão não fale de si mesma?
O caso atual - e mais eloqüente - é do programa Sangue Latino, do Canal Brasil, dirigido pelo escritor Eric Nepomuceno (a revolução vem de fora, como Orson Wells no cinema). Se o sentido primeiro da TV é o ouvir, Sangue Latino fala, tragicamente, do humano, do silêncio e da dúvida de seus seres miniaturizados em preto e branco.            


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