A
imagem digital é numérica, gerada em banco de dados de informação. Os números
se transformam, assim, em imagens. É uma imagem que se calcula. Mas, no fundo, toda
imagem é calculada, seja na geometria da moldura, do enquadramento ou do escâner.
Calcular,
na etimologia da palavra, é contar pedras. Os antigos calculavam, na palma da
mão, pedras, ou seja, imagens concretas, para alcançar números, abstrações.
Hoje, o computador faz as contas e gera a imagem. Na visão de Flusser (2008), o
computador “imagina” a imagem, o conceito da imagem.
A
imagem háptica, isto é, a imagem que, além da visão, proporciona o sentido tátil,
do toque, parece ser a imagem do presente. Todo mundo seleciona, abre, arrasta
e exclui as imagens com o dedo na tela do celular. E se estivermos somente empilhando
e selecionando pedras acreditando que estamos “criando” imagens?
A
impressão digital, afinal, está na palma da mão. O pintor Pollock intuiu isso ao substituir
o cálculo pela exata sensação da tela.

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